Na Crista da Onda

30 de November de 2007 17:08 comentários36
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Na Crista da Onda

Com cerca de 3,5 milhões de consumidores, o surfe movimenta no Brasil aproximadamente R$ 2,5 bilhões por ano, segundo cálculos do consultor Tomás Burguete, do site Camerasurf. A grandiosidade dos números vem levando cada vez mais empreendedores a ingressarem no mercado de artigos relacionados ao surfe.

No varejo, já são pelo menos 800 empresas ligadas diretamente à  prática do esporte, fora outros segmentos que buscam relacionar-se com essa tribo. Loja especializada, operadora de turismo e fábrica de pranchas são algumas das oportunidades de negócios no ramo, que podem demandar investimentos de R$ 10 mil a R$ 200 mil.(…)

“A maior parte dos meus clientes não é praticante, mas foi atraí­da pela personalidade dessa tribo. (…) Eles são vistos como pessoas antenadas e com consciência ecológica”, afirma Fabio Barcellos, dono da Boardsession, loja especializada localizada no Shopping da Gávea, no Rio. Atuando nesse mercado deste 1997, o empresário garante que a atividade se profissionalizou ao longo dos anos e ganhou destaque na mí­dia.

Multimarca

Sob o modelo de negócios de uma multimarca, como a maioria das lojas do segmento, a Boardsession trabalha, principalmente, com fornecedores estrangeiros, já que há apenas uma empresa brasileira de destaque no mercado, a Hang Loose.

É também prática das chamadas surfshops organizar eventos que divulguem a marca. Barcellos promove campeonatos de surfe desde 2002, eventos que sempre estiveram atrelados às suas lojas. Atualmente, o Circuito Boardsession é totalmente financiado por patrocinadores.(…)

Hoje, através do Camerasurf, Burguete informa os internautas a respeito de ondas de cerca de 200 praias, de 14 estados, todas fotografadas diariamente. Ao todo, são 10 mil acessos diários ao site. Além das condições do mar, parceiros passam informações sobre campeonatos no Brasil e no exterior. “O carro-chefe é o boletim das ondas. O internauta vai em busca da informação náutica e acaba dando uma navegada geral. É nesse momento que os anunciantes ganham visibilidade”, afirma Burguete.

Ele explica que, no começo, conseguir anunciantes é complicado. Por isso, é preciso reunir capital suficiente para divulgar o novo site. Aproximadamente R$ 10 mil devem ser necessários aos primeiros seis meses do negócio, tempo durante o qual não deve haver faturamento, em função da baixa frequência de acessos.

RAIO X

Fábrica de pranchas de surfe para mulheres

Investimento inicial: a partir de R$ 15 mil

Faturamento médio mensal: R$ 5 mil

Margem de lucro: 60% do faturamento

Número de funcionários: cerca de 10, terceirizados

Área: a partir de 25 metros quadrados

Risco: baixo, pois é um mercado em ascensção e o investimento é baixo.
Fábrica de biquí­nis esportivos

Investimento inicial: de R$ 20 mil a R$ 25 mil, com contratação de empresas terceirizadas

Faturamento médio mensal: R$ 20 mil

Margem de lucro sugerida: 50% do faturamento

Número de funcionários: 20 a 30, terceirizados

Área: a partir de 20 metros quadrados (escritório)

Risco: baixo, pois o investimento é pequeno e há grande apelo de venda, em função da falta de produtos do tipo no mercado.

Loja especializada em surfe

Investimento inicial: a partir de R$ 40 mil

Faturamento médio mensal: R$ 20 mil

Margem de lucro sugerida: entre 30% e 40%

Número de funcionários: 9, além dos terceirizados

Área: 30 metros quadrados

Risco: médio, por depender da aceitação de consumidores com poder aquisitivo elevado.

Pousada especializada em praticantes de surfe

Investimento inicial: mí­nimo de R$ 200 mil

Faturamento médio mensal: de R$ 5 mil a 10 mil

Margem de lucro: entre 9% e 12%

Número de funcionários: 4

Área: de 150 metros quadrados a 400 metros quadrados

Risco: médio, pois o investimento é alto e a concorrência, desenvolvida. No entanto, há um vasto mercado consumidor desses serviços.

Site especializado em surfe
Investimento inicial: entre R$ 8 mil e R$ 10 mil

Faturamento: R$ 2 mil a R$ 4 mil

Margem de lucro: entre 30% e 50%

Funcionários: 2 ou 3

Área: 10 metros quadrados

Risco: baixo, pois o investimento é baixo e há possibilidade de se divulgar o negócio de forma barata.

Fonte: empresas e Thais Helena de Lima Nunes, professora da PUC-Rio e consultora do Sebrae

Pelo Jornal do Comércio.

Leia matéria completa no site Mercado Competitivo.

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Loja Fashion Bubbles