Um espectáculo de loja

5 de July de 2008 19:46 comentários5
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 Um espectáculo de loja

As lojas de vestuário estão a transformar-se em muito mais do que simples espaços de exposição de roupa, onde o cliente chega, vê, experimenta e compra. A nova tendência passa por serões culturais, exposições de arte ou mesmo concertos rock que atraem novos clientes e fidelizam os existentes.
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A loja de moda herdou uma nova missão. A partir de agora, as lojas de roupa têm também que dar espectáculo, criar laços, lançar o “buzz” tocando as comunidades de líderes de opinião e os ditadores de tendências. A loja está a tornar-se cada vez mais num local onde se pode também beber um cocktail e até assistir a concertos rock. Tudo, evidentemente, sem se transformar numa discoteca.

As marcas seleccionam as suas flagships nas grandes capitais, ou as lojas portadoras de novos conceitos, para comunicar a sua modernidade, como já o fazem as marcas de luxo, as primeiras a dar o exemplo com a organização de inaugurações faustosas nas novas lojas.

«As marcas emergentes impregnaram-se do luxo que comunica uma mesma imagem a nível mundial», constata Gérald Cohen, responsável pela agência de comunicação com o mesmo nome e relações públicas da loja Zadig&Voltaire. O especialista já organizou eventos para a L’Eclaireur, lançando serões culinários originais para dar a conhecer a sua nova loja parisiense, que não se contenta em vender vestuário mas oferece também um bar e um restaurante à sua clientela.

Foi também Cohen que imaginou um jantar à luz das velas para inaugurar a loja Hugo Boss dos Campos Elísios. Mais recentemente, foi a renovada e aumentada loja Zadig&Voltaire da em Paris que acolheu uma banda rock para um serão, atraindo mais de 1.000 pessoas, uma grande parte bastante jovem, entre 13 e 19 anos, filhos e filhas de “boas famílias”, para além de algumas celebridades.


«Cerca de 18% do volume de negócios da Zadig&Voltaire é realizado junto de uma clientela jovem. É pouco. Convidar estes jovens é uma forma de chamar a atenção, de criar “burburinho”. Eles fizeram vídeos que publicaram em seguida na rede Facebook». O serão foi ainda objecto de reportagem numa dupla página ilustrada na popular revista Point de Vue Images du Monde. «Tudo deve ser pensado para cada marca», explica Gérald Cohen, que utiliza muito as redes sociais da Internet para organizar estes serões. Fazer descobrir uma nova loja e falar do seu universo não se improvisa.

Quando a Lee abriu a sua primeira loja em França, em Paris, nada foi deixado ao acaso na organização da sua inauguração. O artista inglês Marke Newton ficou encarregado da direcção artística do serão, de seleccionar os cartazes e a decoração, e mesmo de escolher a banda de rock, cujo estilo deveria estar próximo do universo da marca. «Em seguida cada um convidou a sua própria comunidade de amigos. Marke Newton trouxe estilistas do mundo inteiro.

O grupo de rock trouxe consigo jovens conhecidos enquanto que nós enviamos convites para locais indispensáveis como a Colette, a L’Eclaireur, algumas discotecas parisienses, como Le Baron, e organizações culturais como o Centro George Pompidou», conta Elodie Catail, responsável pela clientela sénior na Thomas Marko & Associés. «Criamos uma rede e convidamos algumas pessoas conhecidas. Para as fazer vir, negociamos com os seus agentes. Não foram pagos, mas oferecemos visuais completos».

Leia matéria completa no site Portugal Têxtil.

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