Compras, dicas e um pouco da história da rua 25 de Março

1 de July de 2008 23:51 comentários67
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Compras, dicas e um pouco da história da rua 25 de Março

Foto: Jesus Carlos/Imagemlatina

Recebemos muitos comentá¡rios de gente de todo o paí­s pedindo informações sobre a rua 25 de Março em São Paulo. Este grande centro urbano, que abastece lojas de muitos lugares do Brasil, chega a receber um milhão de pessoas dia, em busca dos mais variados itens – de fantasias à  eletrônicos, de bijuterias à  enfeites de natal .

Segundo a Wikipédia, a rua 25 de Março é considerada o maior centro comercial a céu aberto da América Latina. É também um dos mais movimentados centros de compras varejistas e atacadistas da cidade de São Paulo. Seu nome tem origem no dia em que foi outorgada pelo imperador D. Pedro I a primeira constituição do Brasil.

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Inúmeras barracas de camelôs disputam espaço com as lojas comerciais, vendendo os mais diversos produtos nacionais e importados. Devido ao baixo preço praticado, muitas pessoas viajam de locais distantes com o objetivo de fazer suas compras nessa rua.

Nas suas proximidades existem diversas galerias que vendem produtos importados a baixo custo, com destaque aos aparelhos eletro-eletrônicos.

Para o Blogodorium, dentre as galerias é relevante mencionar: Galeria Pajó, Shopping 25 de Março e Shopping Oriental; que são as galerias mais visitadas, localizadas em ruas paralelas ao Mercado Municipal (em ordem de citação: endereço Rua Comendador Affonso Kherlakain e Rua Barão de Duprat).

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Existe uma concentração enorme de diversos setores comerciais. Sendo que o fluxo maior de interesses se volta para as galerias de lojas que ficam próximos ao Mercado Municipal Paulistano. Veja outros mapas e mais informações no Blogodorium.

Já a Veja São Paulo comenta sobre a eterna muvuca: Cerca de 400 000 pessoas passam diariamente pela 25 de Março. Perto do Natal, esse número sobe para 1 milhão. Camelôs, compradores e policiais disputam cada metro quadrado da rua. As 350 lojas da região, que oferecem de bijuterias a tecidos, ficam entupidas. Os preços às vezes inacreditáveis (vale lembrar que 45% do que circula ali é fruto de falsificação ou contrabando) justificam esse mundaréu de gente. Atenção. Até o fim deste mês, cinco quarteirões (entre a Rua Carlos de Souza Nazaré e a Ladeira da Constituição) terão acesso fechado a veículos, de segunda a sábado, das 10h às 18h. Os estacionamentos também aumentam seus preços sem dó nesta época – muitos cobram até 15 reais pela primeira hora, quando a tarifa normal varia de 5 a 10 reais. Ou seja, a melhor maneira de chegar é de metrô. Vá até a estação São Bento e saia pela Ladeira Porto Geral, que fica no meio do bochicho.

Veja sites, endereços e telefones de lojas no Guia da 25. Com mais de 1.300 lojas cadastradas, o Guia é o mais completo da rua 25 de Março e região. São lojas de tecidos, aviamentos, armarinhos, etc.

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HISTÓRIA DA RUA 25 DE MARÇO

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Só hoje a região da rua 25 de março mais se parece com um mar de gente que invade o trecho margeado por prédios e mais prédios, mal sabem seus cerca de 400 mil frequentadores diários que, até pouco antes de 1850, a mais famosa rua comercial do País era, literalmente, um rio. Sim!

Um leito do Tamanduateí, totalmente navegável, corria no atual traçado da via, recebendo as águas do rio Anhangabaú e desaguando no Tietê.
Até o fim do século, havia alí um porto que servia de escoadouro para as mercadorias importadas, que chegavam de navio em Santos, subiam a serra de carroça e, posteriormente, pela estrada de ferro Santos-Jundiaí e alcançavam o Ipiranga. De lá, eram levadas via Tamanduateí até um porto para barcas, o chamado Porto Geral – daí o nome da conhecida ladeira.

Se é dificil imaginar a região dessa forma, saiba que um dos primeiros nomes do trecho que margeava o rio foi Rua das Sete Voltas (depois de Rua da Várzea do Clicério), numa referência direta à estrutura natural do Tamanduateí, com suas curvas afuniladas e estreitas, que pareciam serpentear a região. A primeira volta coincidia com a atual Rua do Glicério; a segunda e terceira ficavam na altura do hoje pontilhão da Rangel Pestana; enquanto a quarta, a quinta e a sexta localizavam-se onde fica o Parque D. Pedro II. A ultima terminava na Ladeira Geral, lugar em que funcionava o Porto Geral, de desembarque das mercadorias. No fim do século, o rio foi retificado; a área da Várzea do Carmo foi drenada e surgiram as primeiras chácaras na região. A via, então, foi chamada de Rua de Baixo, dividindo a cidade em duas partes: a Alta e a Baixa. Nesse período, o comércio, comandado pelos primeiros imigrantes árabe, concentrava-se na parte de cima, mais precisamente onde hoje, está a Rua Florêncio de Abreu. Com a urbanização pós-drenagem, os aluguéis começaram a subir e quem pisava lá pela primeira vez se instalava na parte baixa, onde os preços eram mais acessíveis.

Chegaram os bondes e o trecho principal foi rebatizado, em 1865, como 25 de março, homenagem à data da promulgação da primeira Constituição Brasileira, ocorrida em 1824.

A Rua dos Árabes

Quando se fala no povo de origem árabe radicado no Brasil, uma das primeiras associações que se faz é ligá-los ao comércio. Mestres na arte de vender, foram eles também os responsáveis pela formação desse centro de referência que hoje é a rua 25 de março.
Tanto que a grande via é carinhosamente chamada de “Rua dos Árabes”, numa simpática referência àqueles que aqui chegaram e aqui encontraram um porto seguro, depois de deixarem suas pátrias por conta, principalmente, das dificuldades econômicas. Conta a história que a primeira loja aberta na rua 25 de março, já em 1887, pertencia ao imigrante libanês Benjamin Jafet. A verdade é que os sírios e libaneses deixaram seu legado e, ainda hoje, já com segundas e terceiras gerações assumindo os negócios, continuam líderes na região. Nos anos 80, porém, ganharam a companhia de outras etnias, com a chegada de gregos, portugueses e, principalmente, coreanos e chineses.

A tradição do “Mais Barato”

A região é conhecida pelo comércio popular, com seus preços muito acessíveis. Mas poucas pessoas conhecem o início desta prática, por meio da qual as empresas adotam valores até abaixo das oferecidos por muitas indústrias.
Tudo porque, na década de 60, os comerciantes sofriam com as fortes enchentes e, como não estavam preparados, acabavam perdendo muitas mercadorias.

Claro que precisavam reforçar o orçamento para recomeçar e foi aí que uma necessidade acabou se tornando a grande “sacada” daquela turma.

Naquela época, tudo o que sobrava era vendido a preços imbatíveis, pra lá de atrativos. Obviamente as lojas lotavam; estoques inteiros eram vendidos e, daí, fez-se a fama e criou-se uma tradição: os lojistas começaram a buscar mercadorias mais baratas e as venderem sempre à vista, estabelecendo valores muito sedutores.

Por isso também é que se formou a vocação atacadista da região. No início, os fregueses não eram muitos. “Se entravam dois ou três na loja em um dia, já era o suficiente”, lembra o pioneiro Semaan Mouawad. Eles não só entravam como compravam muito, para revender em diferentes partes do País. O comércio varejista surgiu meio que por obrigação, diante da concorrência, dos vendedores de rua. No início da história, eles compravam as peças no atacado nas próprias lojas da rua 25 de março, e revendiam-nos, peça por peça, para quem se interessasse. Foi então que as lojas sentiram a necessidade de investir nesse segmento também. Em consequência, hoje são poucos as empresas que mantém a exclusividade de comercializar apenas em grandes quantidades. Nos demais, a prática atacadista convive ao lado do varejo – sempre com preços mais atrativos para quem comprar em larga escala, é claro!

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Loja Fashion Bubbles

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