Saiba tudo sobre casacos

1 de April de 2007 12:01 comentários8
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Casacos

As vitrines exibem blazers, boleros, japonas, trenchcoats, pelerines… Saiba a diferença entre as diversas modalidades de casacos.

Não‚ apenas porque estamos no inverno. Casaco é tema recorrente o ano inteiro. Dos trenchcoats dos dias de chuva, aos pesados mantos de lã, passando pelas charmosas pelerines úteis quando a brisa sopra do mar em pleno verão tropical. Formal, chique ou esportivo é peça indispensável em qualquer guarda-roupa. Abaixo um pequeno dicionário para facilitar a compra, a leitura e o blá blá blá fashion:

Training: usado por atletas a partir do século XX, é confeccionado em algodão pesado e/ou fibras sintéticas. Normalmente possui mangas compridas e fecho em zí­per. É conhecido vulgarmente como abrigo.

Bolero: casaquinho de origem espanhola, aberto, sem manga, tipo corpete, quase chegando à cintura. No iní­cio do século XX, os boleros eram usados com blusas de gola alta e babadinhos e com saias longas. Ressurgiu nas décadas de 60 e 70, sendo trajado com saias ou calças. Para a noite, eram populares os boleros de veludo preto.

Blazer: É um paletó com abotoamentos centrais e lapelas dobradas. Inicialmente usado por homens, no começo do século 20, foi incorporado pelas mulheres a partir dos anos 20.

Blusão: jaqueta externa de comprimento até os quadris, com um cordão passado pela bainha que, quando puxado, cria um franzido suave. A forma da peça teve origem no anoraque usado pelos esquimós e nas roupas é prova de vento e de água usadas pelos exploradores do Ártico.

Blusão de Aviador: blusão que vai até a cintura, com abotoamentos simples, usado inicialmente pelo Exército americano durante a Segunda Guerra Mundial. Possui corte generoso (principalmente nos ombros) e mangas e bolsos longos.

Cabã: casaco cujo comprimento chega aos quadris e cujo corte é amplo e generoso. Possui grandes punhos dobrados e foi muito usado nos anos 50.

Capa: termo genérico para uma peça externa solta, com ou sem mangas, que cobre o corpo desde os ombros até os quadris, os joelhos ou tornozelos. Foram especialmente populares na década de 60.

Capa de chuva: criada com base no trenchcoat do final do século XIX, a capa de chuva foi desenvolvida como uma peça impermeável, sendo usada por homens e mulheres. Na década de 30, versões em estilo militar, com dragonas e pala dupla nos ombros, eram usadas com a gola levantada e com o cinto folgado por estrelas de Hollywood.

Cardigã: usado pelos oficiais do Exército britânico no século 19, o então paletó de malha de lã foi adaptado ao sportswear e, simplificado, perdeu as golas e ganhou uma estrutura seca. Nas décadas de 20 e 30, Chanel ajudou a divulgar o cardigã como parte de um conjunto duas-peças com cardigã, sueter e saia.

Casaca: este paletó usado em trajes formais, possui a frente mais curta e uma longa cauda atrás.

Chesterfield: em homenagem ao Conde de Chesterfield, este sobretudo era feito de lã com golas de veludo. Hoje possui variações com formas mais longilíneas, abotoamento duplo e bolsos.

Gibão: originariamente um casaco de operário, o gibão vai até os quadris, sendo cortado com ombros largos e mangas compridas. Algumas versões têm reforços de couro costurados sobre os cotovelos e a extensão dos ombros.

Japona: no século XIX, a japona era um paletó pesado, que ia até os quadris, usado por marinheiros, pescadores e operários. Na década de 20, Chanel tornou popular seu formato. Também conhecida como pea jacket, expressão inglesa derivada do holandês.

Jumper: casaco curto tipo saco com gola estreita virada para baixo e abotoamento até o pescoço.

Mantô: capa volumosa acompanhada, ou não, por um capuz. Em meados e no final do século XIX, era usada pelas mulheres como peça externa. Costumava chegar até a cintura ou até os quadris, confeccionado de tecidos leve de lã.

Paletó: casaco com bolsos externos, comprimento até o quadril e com variações no número de botões. Acinturado, é usado em situações mais formais.

Parka: agasalho com capuz semelhante ao anoraque, em geral de maior comprimento, corte mais solto e tecido mais leve.

Pelerine: capa elegante usada pelas mulheres em meados do século XIX. Baseada numa velha capa de romeiro, a pelerine tinha extremidades compridas na frente e era curta atrás, indo geralmente até a cintura. Usada ao ar livre, era feita de lã e outros tecidos quentes.

Poncho: pedaço quadrado ou retangular de tecido de lã com uma abertura no centro para a cabeça. É usado reta ou diagonalmente. Originário da América do Sul costuma ser tecido em padrões e desenhos coloridos.

Robe: o roupão, peça usada entre trocas de roupa, originou-se do penhoar, é comprido e possui amarração na cintura ou abotoamento até os joelhos.

Safári: possui bolsos grandes e chapados (com abas abotoadas) e cinto. A princí­pio, era usada com calças curtas, na savana africana do final do século XIX. Nos anos 60 conquista as passarelas pelas mãos de Saint-Laurent.

Smoking: para ocasiões formais, é um paletó bem cortado, feito sob medida em tecido preto ou escuro e cujas lapelas são confeccionadas em seda, veludo ou brocado. As mulheres também ganharam sua versão no final do anos 60.

Spencer: surgido na Inglaterra no século XVIII, o spencer é um casaco curto até a cintura, e geralmente de corte reto.

Trenchcoat: É a versão civil do casaco de soldado da Primeira Guerra Mundial popularizado pela Burberry. Usado como capa de chuva ou como um sobretudo, é amplo, amarrado na cintura formando a silhueta “Y” e pode possuir bolsos.

Zuavo: casaco em estilo bolero, sem gola, que ia até a cintura, adornado com passamanaria, com manga três-quartos. Recebeu esse nome em homenagem aos zuavos, regimento de soldados franceses ligados aos hussardos, os quais, na década de 1830, adotaram um traje estilo árabe que incorporava esse casaco. Durante a década de 1860, as mulheres usaram-nos dentro e fora de casa.

Fonte: Clicnegocios.com

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